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segunda-feira, fevereiro 13, 2012

O Elevador da Glória

A vida de quem anda na bola é mesmo assim: umas vezes em cima, umas vezes em baixo.
E quando se está em baixo, a situação poderá complicar-se seriamente.
Pode haver asfixia.
Ou então está tudo a correr como o planeado.
Tudo depende da perspectiva.

Hoje, à Segunda-Feira, foi Domingos a vítima de mais um acidente aparentemente corriqueiro. Perderam a paciência. Nunca a houve. Não a havia. E agora é que não haverá Paciência de certeza.
Amanhã será outro treinador qualquer. Menos o Luís Campos, que ainda está na subcave à espera que o elevador passe pelos andares todos e regresse cá baixo para o elevar. Mas toda a gente anda a carregar no botão e o raio do elevador nunca mais lá chega - e fica o Luís Campos naquela, "se calhar vou de escadas... mas a minha espondilose... não, espera!, está a vir... aah, voltou a parar...". O Luís Campos acabará por ir de escadas.
E vai daí... se o Henrique Calisto ainda tem bigode, é possível acreditar.
Acreditemos, portanto.

PS: é incrível o poder de antecipação do Sporting, que não esperou que este aviso ficasse preparado antes de se dar o acidente. E nós juramos, pela palavra sagrada de Bouderbala, que ele já estava a ser preparado.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

A Caderneta Herética

A colecção da Panini 1990/91 apresentou alguns erros na identificação dos cromos. Mais que erros, autênticas heresias que devem vexar até ao final dos dias os seus responsáveis, tamanha a afronta à sapiência do povo da bola. Logo na parte de trás da capa, surge um co-responsável por esta infâmia.
Sim senhor, as palavras são bonitas... vamos então à acção?
Esta estrela de Hollywood dos anos 40 com cara de quem acabou de vir do cabeleireiro é mesmo aquela que vocês estão a pensar: José Couceiro, à altura presidente do Sindicato de Jogadores. Se não foi o melhor dos presidentes, foi certamente o mais glamouroso numa área, a sindical, onde ainda hoje é possível encontrar carecas com um fiozinho de cabelo penteado para o lado e bigodes com vestígios de pão com chouriço e tintol.
Conhecida a relação de Couceiro com o Sporting, é, curiosamente, a parte relativa ao Sporting a que mais erros possui. Para além do colossal erro já linkado, eis outra falha, mais subtil, mas nem por isso irrelevante.
Pois bem, este João Luís não era defesa (e se realmente o foi, tal aconteceu apenas de forma involuntária). Os mais antigos reconhecê-lo-ão como o João Luís II, precisamente o segundo João Luís a chegar ao plantel do Sporting nessa época. O João Luís que a caderneta pretendia ilustrar era o João Luís I, brasileiro e defesa-direito de qualidade razoavelmente superior à do Gil Baiano, justo merecedor da honra paninesca. Porém, o João Luís que aqui aparece no cromo era viseense, avançado e, pela cara, podia estar a trabalhar ao balcão da pastelaria da tua rua.
Mas, por acaso, convenceu alguma gente que marcaria golos melhor do que servia palmieres e cafés curtos. Esta já era a sua segunda passagem pelo reduto dos leões, mas ele nunca foi mais que uma segunda opção (quando não terceira ou quarta), pelo que o apodo “II” estava mais que justificado deste ponto de vista. Na sua 1ª passagem, marcou 1 golo em 141 minutos para o campeonato, obtendo uma média melhor que Jorge Plácido (2 golos em 1110 minutos) ou Rui Maside (que não fez sequer balançar a rede nos seus quase 600 minutos em campo). Apesar dos números superiores aos da concorrência, o pecúlio foi considerado insuficiente e ele foi dar uma volta a Santa Maria da Feira para espairecer. Voltaria um ano depois e o seu ponto alto foi justamente figurar nesta caderneta de forma equívoca, porque os golos e os minutos continuariam arredados deste eterno nº16. Acabados os tempos de Alvalade, Amadora e a Viseu natal foram os destinos seguintes e João Luís, mesmo já sem o incómodo II a perseguir-lhe, manteve-se longe dos grandes palcos e a facturar com uma cadência tranquila, como era o seu apanágio.
Toda esta confusão poderia ter sido evitada se lhe fosse atribuído um terceiro nome e não um algarismo dinástico levemente preguiçoso – algo que só começou a ser corrigido quando José Nuno Azevedo e José Nuno Amaro decretaram o fim desta mania e orgulhosamente impuseram os seus apelidos à comunidade da bola, para deleite dos Joões Manuéis Pintos e dos Nunos Andrés Coelhos que se seguiriam.
Mais aturdidos ficámos nós, contudo, ao detectar a seguinte gralha imperdoável:
Sabemos que Manuel Correia e Vicente eram quase irmãos. Que nasceram perto um do outro e com pouca diferença de tempo. Que juntos escreveram páginas indeléveis de heróica traulitada em defesa da honra primodivisionária flaviense. Que até partilharam um corte de cabelo à tigela. Mas, que diabo: o bigode marialva de Manuel Correia e a experiência de vida espelhada nos fortes vincos da face de Vicente eram inconfundíveis. Shame on you, Panini.

domingo, março 20, 2011

Rumores

É muito fácil começar um rumor nos tempos que correm, especialmente pela profusão dos canais de comunicação. Debrucemo-nos sobre a origem de um dos dois principais rumores que bem recentemente assolaram o futebol luso: o suposto batimento da bota do outrora inexorável Jorge Costa, o Bicho (o outro é aquele que se referia a Saleiro não como um ponta-de-lança proveta, mas sim um ser alienígena com chip defeituoso, e que acabei de gerar agora).

Estava André Villas Boas a ver as gravações de uma semana inteira do Disney Channel que encheram toda a capacidade da sua box quando se lhe ocorreu transmitir uma preocupação ao seu Presidente.
O Presidente desviou a cabeça de uma adolescente brasileira agachada a seus pés e agarrou no telemóvel. Foi lesto na resposta, de modo a rapidamente recolocar a cabeça da brasileira na posição adequada e não perder o momento.

André Villas Boas, alvoroçado, tratou logo de informar uma parte interessada da novidade.

Domingos registou e agradeceu a informação.


Logo de seguida, Domingos lamentou publicamente o ocorrido na sua página do Facebook, obtendo alguns comentários surpreendentes.


Jorge Costa nem queria acreditar no que estava a ver e imediatamente quis sanar a questão, recorrendo ao seu vasto conhecimento.

Domingos respirou de alívio pelo facto do seu amigo não estar assim tão mal, transmitindo que apenas tinha recebido uma informação incorrecta e apontando de quem a recebera.

Jorge Costa não gostou de saber que tinha sido André Villas Boas a passar-lhe a perna outra vez…

… e fez questão de lhe comunicar pessoalmente o seu desagrado, entrando novamente de punho em riste. 

Confuso, André Villas Boas fez xixi nas fraldas, devido à incredulidade e estupefacção.

Depois, quis esclarecer a questão com o Presidente.

Estava o Presidente a ajudar uma jovem brasileira a limpar os cantos da boca com um guardanapo quando recebe a mensagem de André Villas Boas, não conseguindo conter uma gargalhada com algum molho à mistura (a brasileira acendeu um cigarro, que foi isso que lhe disseram para fazer nessas ocasiões). Tinha sido tudo mais uma ironia fantástica do Presidente, tão fantástica que André Villas Boas, na sua terna inocência, não captara.

Enfim, tudo está bem quando acaba bem.

terça-feira, agosto 31, 2010

sábado, agosto 21, 2010

Estrella Pop

Já sabíamos que André de Villas e Boas era assim um bocado a atirar para o aristocrático. E que aristocracia a sério só mesmo na Velha Albion. Mas só agora descobrimos que o gosto pelo luxo e a tradição o levaram a imitar na perfeição um grande nome da música britânica – sim, esse grande ídolo que é o Rick Astley.
Antes de lhe surgir a primeira borbulha e de descer as escadas para ver se o Bobby Robson tinha Clearasil (aquilo dos relatórios era apenas para meter conversa), o menino Villas Boas, com dez cândidos aninhos, dedicou-se de corpo e alma a cantar em frente ao espelho o “Never Gonna Give You Up”, movendo as suas ancas como se estivesse a fugir a sete pés do Sporting, forçando a voz impúbere a atingir níveis de inusitada gravidade para a sua idade e, claro, espetando o seu cabelo para ficar com aquela popa ruiva tão característica. Por exemplo, utilizando um gel Shockwaves, colheita de 1987 (ou seja, uma espécie de cola misturada com cimento com textura semelhante à do azeite), ou esticando a cabeça de fora em viagens a mais de 100 km/h na auto-estrada, qual canídeo, para que o cabelo ficasse tipo serapilheira eriçada. Os resultados foram avassaladores, como se pode constatar.
Para todos aqueles que julgam que o discurso do menino Villas Boas é mera petulância, dêem-lhe um desconto: o puto ainda julga que é mesmo uma estrela pop.

domingo, janeiro 10, 2010

Professor Como Ele Não Há Nenhum

- Young man, I want you to tell me... no, better; you stand up, and tell the rest of the class: what do you wanna do with yer life?
- I wanna be Prof. Neca!


Não é fácil não, meus senhores. Ser Professor não é para qualquer um. Observem a dolorosa metamorfose encetada por esta borboleta futebolística que é o louríssimo Neca. Aqui se exemplifica a evolução de um simples jogador que dá uns pontapés na bola ao estado superior que obriga à utilização de um título que transborda de prestígio e sapiência – o Graal de todo o Homo Futebolensis, o título “Professor”.
Primeiro, a perda de cabelo. Mas ainda é uma evolução rudimentar; ganha-se algum saber, mas não o respeito de seus pares. Depois, o bigode: e aqui é o ponto de não-retorno; o bigode é a fase evolutiva crucial no desenvolvimento da crisálida – sem boas condições de humidade, exposição ao calor e, também e porque não, uma boa dose de sorte, não teremos mais um Professor a esvoaçar por esses bancos de futebol. E uma vez adquirida a careca e o bigode, temos o verdadeiro Professor. Neste caso, um belo Prof. Neca.
Por esta altura, já se deve ter tornado claro que falar em Professor e Prof. Neca é praticamente a mesma coisa. Ele é o vulto que encarna toda a mística do título Professor, o homem que moldou a magia deste nome encantado como um oleiro cheio de mestria, o profeta que abriu novos mundos à utilização do nome Professor.
E voltamos a assinalar a importância do bigode num Professor. Todos os Professores tiveram bigode. As evidências são muitas. Vejamos: Queirós teve bigode e ganhava. Jesualdo teve bigode e não ganhava. Manuel Machado, dependendo da lipo-aspiração, ainda deve ter bigode.
Depois há os que apenas não cumpriram meras formalidades, uma espécie de Professores-bastardos. Vítor Manuel sofria como um Professor e quase teve um ataque cardíaco quando quis cortar com o bigode. Toni podia ser Professor, mas preferiu continuar a beber tinto. Mourinho usou uma vez bigode no Carnaval e isso mudou a sua vida da forma que todos sabemos.
E quem se diz Professor sem ter tido alguma vez bigode é porque é impostor.
Talvez seja heresia, pensar que pode haver alguém que possa acalentar a pretensão de chegar aos calcanhares dessa majestática figura que é o mais Professor de todos os nossos Professores – sim, esse mesmo, o Prof. Neca, que até se dá ao luxo de abreviar o seu grandioso título, naquele jeito tão humilde que só está ao alcance das grandes figuras.
Neca não é nada por aí além. Mas se Neca algum dia for Professor, será obviamente um Professor Neca, parte II – a sequela. E isso tem tanto de evidente quanto de perturbador.
Cá esperamos por essa possibilidade, qual steward no túnel da Luz pela equipa visitante.

P.S. - Fomos agraciados com o prémio que podem ver na Sala de Troféus na barra lateral pelo blogue Futebol Bonito. E foi muito bonito, sim senhor, faz muito boa companhia ao pó que empesta a referida sala. Resta então prolongar a corrente elegendo 4 blogues da nossa preferência...
...e o 5º, devido às dores musculares que afligem o plantel nesta altura da época...
Cromos da Bola, SAD (uma surpresa)
Não vá sermos atacados pelo bruxo que fez patifarias ao Ronaldo, eis o texto da praxe:

1- Exibir a imagem do "Prémio Relíquia da Internet" que acabou de ganhar, em qualquer área do blog (barra lateral, por exemplo);
2- Publicar um post a informar que ganhou o selo e o link do blog que o ofereceu;
3- No mesmo post, publicar as regras e indicar os cinco blogs a quem oferece o prémio;
4- Avisar os blogs escolhidos com um mail ou comentário, enviando-lhes o código do selo e o endereço de seu blog;
5-Conferir se os blogues escolhidos por si passaram o selo e as regras.

domingo, outubro 11, 2009

Arte Bué Pop

Warhol e a sua musa, Marilyn Jesus. Luís Filipe Vieira, confrontado com os quinze minutos de fama do seu treinador, admitiu, resignado: "Deus dá dentes a quem não tem nozes". E assim matou duas cajadadas com um coelho só. Pois é. Em casa de pau, espeto de ferreiro.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Mercados II

Mantorras é o novo CEO não-executivo da Siderurgia Nacional – numa arrojada remodelação organizativa, a Siderurgia Nacional cooptou o avançado angolano Pedro Mantorras para seu novo CEO não-executivo. Uma fonte ligada à Siderurgia revelou que “esta designação insere-se na nova filosofia de marketing da empresa, apostada em adquirir uma imagem mais moderna e menos, digamos, enferrujada, junto do grande público”. Pedro Mantorras, apesar das suas fracas qualificações académicas e do seu microscópico tempo útil de jogo, é conhecido por ser a estrutura metálica mais famosa das imediações do Colégio Militar e pelo poder de motivação junto de franjas mais impressionáveis da população. As peças do angolano já foram inclusivamente avaliadas em cerca de 90 milhões de euros, mas nesta altura Mantorras deverá apenas receber uma quantia não revelada de óleo para as juntas e de dispositivos anti-magnetizantes.
Mantorras, neste seu novo cargo que foi criado especialmente para ele, não terá sequer que comparecer nas reuniões do Conselho de Administração. A mesma fonte apontou que o grande e único objectivo é que Mantorras “consiga dar uma dúzia de passos consecutivos em cada aparição pública, o suficiente para dar uma excelente imagem da enorme fiabilidade dos nossos produtos perante vários milhões de adeptos, tanto os animais como os vegetais”. No longo-prazo, espera-se que “[Mantorras] seja mais reconhecido como produto metálico de características humanóides” do que como “um avançado engraçado”, algo que deverá garantir à Siderurgia “para além duma publicidade monstruosa e barata, o direito a um subsídio comunitário pelo investimento tecnológico, no âmbito dos Quadros da Apoio da UE actualmente em vigor”. À hora do fecho da edição, Mantorras encontrava-se em fisioterapia num alto-forno, sendo impossível recolher reacções. Carlos Azenha descobre o seu primo nas últimas captações – a aturada prospecção de jogadores levada a cabo por Carlos Azenha, que envolve pás de alta precisão desenvolvidas por um consórcio luso-nipónico que emprega 150 unidades de mão-de-obra especializada em Gavião e que conta com o apoio explícito do Ministério da Economia, parece finalmente começar a dar frutos.
Com efeito, Azenha descobriu uma laranja em bom estado de conservação na terça-feira. E na última madrugada, Azenha, enquanto recolhia elementos num ginásio suburbano, deu de caras com o seu primo, com o qual costumava brincar pelas avenidas de Moscavide quando tinha 13 ou 14 anos. Não chega para acalmar a desconfiança dos accionistas, que só após duas agitadas assembleias aprovaram o plano de negócios apresentado por Azenha, mas já é um começo. A laranja deverá estrear-se na defesa e o seu primo, por exigir um “exorbitante” ordenado de 500 euros mensais, vai apenas devolver a bola que roubara a Carlos Azenha na sua adolescência, engrossando o lote dos reprovados. “Sem ressentimentos, há ligações que devem chegar ao fim. Ainda ganhei alguns dividendos”, declarou Azenha à saída de um encontro com potenciais futebolistas nos Inválidos do Comércio.
Azenha já procurou na sua casa, na sua rua, na sua cidade, no seu distrito, na sua província, na sua região, no seu país, na Península Ibérica, Marrocos, Brasil, PALOP, República Dominicana, Seychelles e até andou atrás do Abel Xavier durante 40 dias e 40 noites, mas até agora ainda não encontrou o perfil desejado. Já foram testados seguranças, empregados de bombas de combustíveis, chauffeurs, técnicos de plastificação, desempregados da construção civil, dois deputados, três membros eclesiásticos e um orangotango sem sucesso. Azenha passou inclusivamente o limiar mínimo de exigência de “ter jogado numa competição nacional” para “não possuir doenças infecto-contagiosas nem ser comunista” e nem assim conseguiu alguém que quisesse jogar pelo que o clube (dizia que) pagava.
Azenha não pretende desarmar, acalentando esperanças numa jazida de bons jogadores baratos que poderá estar ali ao virar da esquina. Recorde-se que é difícil extrair jogadores de boa qualidade pelas bandas do Sado desde a deslocalização dos principais investidores, sendo por isso muito bem-vindo alguém, ou algo, que dê dois pontapés seguidos numa bola. Todavia, durante as suas escavações no deserto de Gobi, Azenha não deixou de reconhecer que “se não encontrar ninguém nesta areia, pelo menos aproveito-a para fazer um dique que me proteja da linha-de-água”, espreitando assim novas oportunidades de negócio.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Bigodes Resistentes

Flávio Murtosa – Ué? Como é meismo? Fazê a capa dum dishco? Sei não, gentchi. Isso é coisa sem jêito…

Henrique Calisto – Tomem lá mais uma chapada de luva branca, vocês que pensavam que ia para o Vietname para acabar como o Christopher Walken no filme “O Caçador! O bigode português continua a ganhar!

Sargentão – Não enchi o saco agora não, tá ouvindo, cara? Vê-si logo que nunca fêiz publicidadji. Qui cara brega, hein?! Vâmu lá, pêssoáu. Cara alegri para a foto.

Rui Caçador – Ena pá!, grande cabedal! Bem, ó Rodrigues, obrigado, pá! Favoreceste-me bué com a tua montagem! Ganda cena! Bem feita, que é para a minha filha não pensar que é a única com um corpinho bom lá por casa

Manuel Machado – A minha pessoa viu-se subtraída de muita da sua eloquente dignidade ao atingir um patamar de ridicularização pública absurdamente patético, fruto da leitura superficial e enviesada que determinados agentes extra-desportivos recorrentemente fazem das minhas idiossincrasias de expressão. Feito este ponto prévio, julgo que chegou o momento de dizer o seguinte: vão todos pró c*****o, por favor.

Mário Nogueira – Como assim, o que é que estou aqui a fazer? Estou aqui a verificar que não há atropelos de liberdades essenciais! Esta montagem tem o seu quê de fascizóide, parece-me óbvio. E tenho ou não tenho bigode? Ah, bom!... Pensei que me iam dizer que não estava qualificado!... Não me enganam assim com duas cantigas!...

domingo, dezembro 14, 2008

Divino Manel

Estava a chover e fazia frio quando a Cromos da Bola, SAD entrou em contacto com o nosso laureado treinador Manuel José. Podíamos ter feito umas pipocas e ver um filme do centenário Manoel de Oliveira, mas já tínhamos estragado os tachos todos (como se isso pudesse ser desculpa para não ver um filme do tipo). Então, pensámos noutro grande português… e o nome do Manel veio à baila. Foi só substituir “de Oliveira” por “José”.
Como a SAD não queria correr riscos desnecessários nem sair de casa devido à intempérie, efectuou uma chamada (a pagar no destinatário) e abordou o sempre afável Manel, a nossa lança em África. Fica aqui o registo.

- Manuel José, obrigado pelo seu tempo e disponibilidade para falar connosco. Como vão as coisas aí pelo Cairo?
- As coisas aqui são sempre complicadas. E não apenas por efeito do calor. Sou muito requisitado graças ao meu sucesso. Se eu quero sair à rua, tenho sempre uma legião de fãs que me segue. Agora estou aqui ao telefone e está a haver um motim junto à cabina telefónica. Com cocktails molotov e tudo! Até as burkas das egípcias vão pelo ar! No outro dia, tive uma dor de barriga e estive no WC com mais cerca de 150 egípcios que não me largavam. O que vale é que era um WC espaçoso. E havia papel higiénico. Mas toda esta azáfama dá-me cabo do sistema digestivo.
- É assim tão complicada a pressão da fama?
- É. Mas a pressão nos meus intestinos é ainda mais complicada. Naquele dia não deu para aguentar. Cancelei o treino e tive de pedir à polícia para me arranjar um WC à maneira, mas os tipos eram meus fãs e quase que deitei tudo a perder ainda antes de chegar à retrete… você percebe o que quero dizer?
- Sim, sim… Então você é mesmo uma espécie de Deus?
- Ora essa!... Não, não seria correcto da minha parte afirmar isso.
- Então?
- Sou ainda maior que Deus. Maior que John Lennon. Quero dizer, quem ganha títulos como eu ganho… eu ensinei o futebol a estes gajos! Antes, pensavam que o Abdel-Ghany era o limite! A minha fama é tanta que os egípcios adoram tudo o que é português, no geral. Menos as praias, que de areia estão eles fartos. É tudo mérito do treinador português.
- Incluindo o Manuel Cajuda, certo? Ele também andou por aí.
- Não. Ele não é português. Nunca reparou como ele fala de forma esquisita? Ele é marroquino. E existe muita rivalidade regional entre Marrocos e Egipto. Eles detestam o Cajuda como, aliás, quase todo o mundo. Eu é que sou o protótipo do treinador português. E tudo isto sem bigode, o que tornou tudo ainda mais difícil.
- Já há quem lhe chame “o faraó lusitano”…
- … e já há planos para eu ter uma pirâmide em meu nome.
- A sério?
- A sério. Eles têm lá aquela pirâmide sem nariz, ou lá o que é, e está na altura da renovação. Aquilo está devoluto. A pirâmide de Manelkhamon vai ser a 7ª, 8ª e 9ª maravilha do Mundo em simultâneo. Não é só o CR7 que é bom. Eu sou muito bom. Já lhe disse que sacrificaram mais de 500 mil crocodilos do Nilo em meu tributo? O próprio Nilo já não significa nada para os Egípcios, eu substituí-o na escala de importância.
- Bolas! …
- Eles já não rezam virados para Meca… mas sim para Vila Real de Santo António, a minha terra. Aquilo agora é local de culto. Não pensem que os árabes vão ter às costas do Algarve apenas pelo haxixe.
- Impressionante!
- Espere aí uns cinco minutos… tenho de dar autógrafos à população do Cairo, Alexandria e, com jeito, aos refugiados do Monte Sinai… senão eles imolam-se ou qualquer coisa do género…só um momento, por favor.

- Já está.
-
Já? Tão rápido?
- Tenho uma fotocopiadora portátil sempre comigo. Isso e fotografias autografadas do meu esbelto perfil, que é bem melhor que o dos egípcios clássicos. O meu perfil tem um aspecto… renascentista, sabe?
- E... despachou todos?
- Sim, despacho 2 milhões por minuto e durante o Ramadão, quando eles têm menos resistência, chego aos 3 milhões por minuto. Isto no Egipto é assim. É tudo em grande.
- Bom, e quanto ao futebol português? Como vê a situação actual?
- Olhe, vejo com bastante apreensão…
- Por causa dos escândalos, não é?
- Não, porque estou cada vez pior da vista. Isto a partir dos 50 já não é como era dantes, sabe?
- Não considera trabalhar com Pinto da Costa?
- Não. Eu já nem sequer considero trabalhar. Sou demasiado bom, isso é para os escravos do Baixo Nilo.
- E a Selecção Nacional?
- Acho que já passou o meu tempo… Que horas são?
- Cinco e meia, GMT.
- Pois… Era até às cinco ou não era. Paciência.
- E para quando…
- Já está!
- Já está o quê?
- Acabei de ganhar mais uma competição enquanto estávamos aqui a falar!
- Mas… como?
- Olhe, sou tão bom que nem sei. Não sei mesmo!... Que raio de taça era esta? Bom, ganhámos pela 12ª vez consecutiva, pelo que sei. Vamos ter de parar por aqui esta conversa.
- Pronto… está bem…
- Já está ali uma multidão de egípcios com os camelos e tudo para me vitoriar. São mais de 4 milhões prontos para me abraçar…
- Ena pá!
- … e isto está fraco, o tempo não está grande coisa e os camelos fazem birra… Quando regressar a Portugal, é bom que as autoridades se preparem para receber uns quantos milhões de egípcios – eles não me largam! É incrível a paixão deste povo… e eu ainda com esta dor de barriga…Está a ouvir o ruído?
- Não…
- Pois, este foi de pantufas. Bom, vou abrir a porta. Adeus!

[Um bruá imenso e a chamada foi abaixo.]

quarta-feira, novembro 12, 2008

Vamos Ser Amigos?

Olá!
Gostas de futebol? Adoras brincar ao Football Manager e ao PES e julgas que treinar uma equipa a sério são favas contadas? Não trocas o teu perfume Brut pelo curso de treinador? Então temos tudo para nos darmos bem!
Sou fisicamente robusto, culto e carinhoso e gosto de dizer que a culpa é sempre dos outros. Nos meus melhores dias, já acusei quatro ou cinco entidades diferentes de terem perturbado o meu trabalho (incluindo, em simultâneo, entidades divinas da Grécia antiga e o cão do porteiro que urinou a jante do meu cabriolet).
Sou também extremamente competente e capaz de feitos extraordinários. Por exemplo, assim de repente, consegui levar 4 batatas do Nacional em casa quando estava a treinar o campeão mundial. Nem o Prof. Jesualdo com os dentes mais mal lavados desde os tempos dos saloons texanos conseguiu tal façanha.
Dou-me bem com as crianças e a prova disso foi a galhofa com que as camadas jovens viveram os jogos sob meu comando.
As más-línguas invejosas dizem que sou parecido com o Luís Campos. É mentira. Ele é que quer ser parecido comigo. Mas não vai conseguir, porque já tem grandes e horríveis entradas no cabelo e os fatos Armani caem-lhe mal.
Também fui sindicalista com grande mérito, mas aviso desde já que não contem comigo para manifestações e coisas do género, que tenho o cabeleireiro marcado para as três da tarde e uma sessão de massagens logo a seguir. E também não tenho esmolas para dar, deixei a carteira em casa.
Se servir para alguma coisa, sou sobrinho-neto do Peyroteo. Se não servir, paciência, continuo a ter um aspecto bastante sexy.
Por favor, não te atrases, que o Inverno está a chegar e aqui no Báltico o ventinho corta que é uma coisa parva. Vem rápido antes que se me gretem as mãos.
As respostas devem ser encaminhadas para o e-mail mostcharmingmanager.oftheworld@couceiro.lt
Beijinhos.
Do fofo,

segunda-feira, julho 21, 2008

Nas Asas da Saudade

É inútil negar. Famalicão pisca-nos o olho com o seu belo equipamento à Ajax azul.
O tema não é virgem… mas da terra onde Mitharski recuperou alguma da sua dignidade goleadora espera-se sempre qualquer coisa mais, assim como em cada defeso se espera por mais uma contratação de prestígio no domicílio da gaivota.

Alguém como Chano. Porquê Chano? Ou melhor, por que não Chano?
Bem, o certo é que o chamamento tem tanto de irracional quanto de irresistível. E cá vamos nós outra vez, numa marcha pela máquina do tempo até 1995, o ano em que Bruno Caires perfez 19 cândidos aninhos.
O F.C.Famalicão já não respirava os ares impolutos da liga principal. Mas ainda era uma família feliz.

Este quadro impressionista do Portugal pré-moderno faz-nos rejubilar com todo o seu esplendor cromático. Uma autêntica delícia para os sentidos (excepto, eventualmente, para o paladar, o gosto e o tacto. E talvez para a audição. Pronto, é apenas um deleite visual. Provavelmente).

Estavam aqui reunidos todos os predicados necessários para uma época em cheio. Não se descurou nenhum pormenor, nomeadamente:
- Um guarda-redes sósia do Fernando Couto, ou apenas alguém que tropeçou em cima de uma esfregona depois de besuntado em cola, ladeado por um esguio colega cujo fotógrafo ousou cortar da História;
- Um outro goleiro que cruza as mãos de forma semi-bíblica em honra ao seu patrocinador de luvas;
- Um dirigente com bigode e possuindo um gosto pelo kitsch digno de envergonhar qualquer Nel Monteiro;
- Uma equipa técnica onde pontificam indivíduos de bigode old-school e outros de boné e apito a tiracolo;
- Um sujeito gordo que seria a) o roupeiro, b) quem explorava o bar do clube, c) o dono da máquina fotográfica, ou d) uma infeliz coincidência espácio-temporal.

Como o tempo urge, debrucemo-nos sobre alguns casos particulares.
O timoneiro desta nau, Francisco Vital, está ufano com o seu boné, inspirador de tendências Motianas e ocultador da calvície galopante. Quem não se lembra deste fantástico treinador nos seus noventa minutos de infâmia em Leverkusen? Fazemos questão de não olvidar.




Paulo Brás, o multicolorido e famoso guarda-redes que pediu emprestado o seu nome ao bacalhau homónimo. As más-línguas dizem que Brás apenas encontrou o seu espaço nesta galáxia de cromos por ter um gosto pelo vestuário semelhante ao do dirigente que se vê na foto de família. Todavia, isso são apenas atoardas de gente mal-intencionada. Paulo Brás era cromo por mérito próprio e isso vê-se pelo sorriso arrojado que conservava em qualquer situação, especialmente quando era designado a convidar Joãozinho a cessar o seu aquecimento e a entrar no glorioso relvado do Estádio Municipal 22 de Junho.

Joãozinho? Sim, Joãozinho, pequeno no nome mas grande na traquinice. Inseparável apreciador de rebuçados do Doutor Bayard, Joãozinho franzia o sobrolho perante as adversidades e tratava o perigo por tu. Recebia apenas um Sumol como prémio de jogo e ficava todo contente ao saber que, ao contrário do Capri-Sonne, o Sumol já tinha gás – algo que o enchia de orgulho, bem como de problemas do foro gástrico. Joãozinho conferiu uma lufada de ar fresco no balneário famalicense. Especialmente antes de se descalçar.

Quando Joãozinho se descalçava, Pica perdia a pica. Pica não suportava maus odores, especialmente os que não fossem dele. E, diz quem sabe, também não sentia muita pica para jogar à bola. Devido ao comprimento assombroso das suas unhas e à sua técnica apurada, furou algumas bolas e assim fez jus ao nome. Preferia coleccionar selos e calendários e detestava trocadilhos fáceis. Enfim.


Tó Mané, o Sérgio Conceição de Famalicão, construiu o seu afamado nome por estes lados. Todo ele estilo, todo ele classe, manejava com uma perícia inata qualquer substância gelatinosa que se assemelhasse a gel para o cabelo. Uma vez conseguiu um passe perfeito a 50 metros. Mas ninguém viu, o sonho era só dele. Monopolizou o comércio de azeite acima do Rio Ave e granjeou fama por ter resistido a um tufão na América Central sem que o seu cabelo se mexesse. Discutiu bastas vezes com Rosado sobre quem era o verdadeiro galã do balneário.

Rosado, o próprio, dispensa apresentações. Parente distante de Clark Gable, arrasava corações de emigrantes portuguesas no Luxemburgo e pernas adversárias com a mesma facilidade. Uma figura proeminente do imaginário popular, contratada expressamente para guindar Famalicão de novo às luzes da ribalta. Porém, desistiu deste papel ao fim do segundo copo de bagaço e a vida dele por Famalicão repartiu-se entre frequentes visitas aos lavabos e cortes esporádicos no lábio, ao tentar controlar o seu indomável fio supra-labial de pêlo.

No fim desta viagem que nos fez gravitar nas asas da saudade, espera-nos o saudoso Medane, argelino que deu o corpo à expressão “cabelo à tigela”. Medane era a alma dos anos 90, na ressaca do fenómeno grunge. Também foi um avançado que se perdeu de amores pelas bolas bombeadas em profundidade e pelas franjas meticulosamente cuidadas do seu altivo cabelo, que limava como se de um Bonsai se tratasse no início e no fim de cada treino à porta fechada. Cerca de 1,65m de puro estrondo estilístico, que fez as delícias de qualquer aprendiz de barbeiro. Verdadeiro joker do Baixo Minho, Medane era sobejamente conhecido pela graça com que levava calduços de todo o plantel.

Como nota de rodapé, e embora não venha propriamente ao encontro do que já foi escrito nem seja algo de muito relevante para esta exposição, convém esclarecer que este portentoso plantel não recebeu as loas da glória e acabou despromovido no final da época 1995/96. Actualmente, o
F.C. Famalicão deambula, em jeito de sombra errante, pela AF Braga. Snif.

terça-feira, abril 15, 2008

Genialmente Pequeno

O Pequeno Genial (not related to Pereira, João) dá um nó cego num reguengos de 1992, logo após uma finta de corpo num moscatel bem frutado...excelente a revienga num Rosé!...continua imparável...fura pelo Croft 10 Anos...e...dá nisto que aqui vemos.

segunda-feira, abril 14, 2008

Ténis ou Beisebol?











P.S.: Com o devido Bem Haja ao compincha João Loff.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Resplandescente Kosovo

Manuel Cajuda, o James Dean do esférico indígena, escolheu um mau alvo para começar uma acirrada competição de dardos, qual Gascoigne num bar da Quarteira depois de duas ou cento e vinte guiness fresquinhas.

Predrag (ou Pedrag - parece que nunca ninguém desfaz as dúvidas do pessoal de forma contundente) Jokanovic, ferido no seu ego desde meados dos anos 90 por ter tido o tornozelo desfeito por um gajo com metade do seu tamanho e cara de peixe, sempre foi um tipo com pavio curto.

"Mas todos os sérvios são passados da broa", dizem-me vocês.

Certo. Porém, este sérvio não estava a ter um dia particularmente solarengo. Acordou às 7 da manhã com uma SMS do Mijter Cajuda que o deixou irritadiço: "Parto-te a cara, ó palhaço."

Depois ligou a televisão, apenas para rever os insanos festejos dos Kosovares na Euronews.
"O Kosovo ser nossa! NOSSA!!!", bramiu P(r)edrag, partindo mais um televisor e a jarra que Ávalos lhe oferecera pelo Natal.

Depois de mandar abaixo a sua dose de Vodka matinal, vestiu o seu fato de treino lacatoni e foi comer cereais. Porém, à primeira colherada, descobriu que Igor Pita lhe defecara no leite.

"Raizoparrta!", disse o sérvio - "Hoje era dia do Pedro Pita me defecarr no leite! PEDRO Pita! Odiar gémeos!"

Furioso, P(r)edrag partiu a taça dos cereais contra um pequeno bibelot que tinha trazido do Kosovo nas suas férias de 2002.

"Merda! Odiar Kosovo! Kosovo ser nossa! NOSSA!...", choramingou em cólera.

Dirigiu-se então para o treino no seu Lada, tendo tido um acidente de permeio. Olberdam pediu de pronto desculpa e ambos seguiram seu caminho. Arrivado ao apronto matinal, o sérvio agastou-se de tal forma com o penteado de Rodrigo e o nome de Rafik Halliche, que decidiu barricar-se na cave até à hora do desafio. Mas nem na cave teve descanso, pois às 17h12 recebeu a chamada diária de Russell Nigel Latapy:

J - "Tô Zim?Quem falla?"
RNL - "Tornozelo, tornozelo, tornozelo. Partido, partido, partido. Hahaha."
J- "Se eu dia descubra quem fallar, eu mato você!"
RNL - "...click..."

Depois de Russell Nigel lhe desligar o telefone na cara, o Mijter nacionalista chorou baixinho até à hora do jogo.

Chegado o momento, sacudiu o pó do fato de treino, pôs um boné numa clara tentativa de imitar José Mota e dirigiu-se para o banco. Depois de mais uma partida francamente chata e sem ponta de interesse, durante a qual se aborreceu por quatro vezes com o penteado de Rodrigo, P(r)edrag olhou de soslaio para o colega de profissão vimaranense.

Este respondeu-lhe com um acintoso "Hoje vi a tua mãe. Estava no Kosovo. Conheces?"

P(r)edrag não se conteve e explodiu de raiva naquele preciso momento. Uma explosão épica, do género John Rambo vs Birmânia inteira, mas desta vez o Johnny Boy não venceu.
Após uma grande confusão que teria deixado Jaimão Pacheco orgulhoso, o Mijter insular foi posto no seu lugar pela PSP madeirense e por Emídio Macedo, o Big Kahuna vitoriano, que proferiu a seguinte imbecilidade (perdão, frase):

- "Esse senhor (Jokanovic) devia ser RADIADO do futebol!"

Ora, como ninguém percebeu puto, nem mesmo o insuspeito Lipatin, pensámos em dar uma ajudinha ao povo da bola. Com a devida vénia ao dicionário online Priberam:


RADIAR,
do Lat. radiare

v. int.,
emitir raios de luz ou calor;
cintilar;
fulgir;
resplandecer;

v. tr.,
cercar de raios brilhantes;
aureolar;
refulgir.

Ah, então era isso. OK.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Cromos da Bola, SAD TV e a WWE

A rubrica "Cromos da Bola, SAD TV" regressa em todo o seu esplendor, com os respectivos segmentos:

1. Porto, 3 de Fevereiro de 2008.

O Wrestling da WWE regressa a Portugal.

Jaimão, o Camião é cabeça de cartaz nesta deslocação à lusa Pátria, que não vira tal embaixador da modalidade desde o mítico Tarzan Taborda.
O lutador não deixou os créditos por mãos alheias: fazendo uso do seu incrível potencial atlético-broeiro, o calvo wrestler venceu facilmente o combate frente ao seu valoroso opositor Paulo "Penteado à Bon Jovi" Sousa.

A contenda entre ambos decorreu num esfregar de olhos, porquanto o corpulento Jaimão, o Camião resolveu o duelo via K.O. mal o árbitro mandou soar o gongo para o ínicio do dito cujo.

Brilhante! Portentoso! Arrasador! Extasiante!

O vitorioso atleta festeja a conquista nos braços dos seus aficionados, num ambiente de êxtase e arrebatamento emocional.

2. Treino do CD Feirense, Janeiro de 2008.

Assistimos a cruzamentos enviados para a área com o intuito de testar as capacidades do ponta-de-lança argentino à experiência no plantel, Jorge Córdova.

Se na primeira resposta ao teleguiado passe, o jovem sul-americano se negou a dizer "sim" ao esférico (pareceu mais um "quiçá" - do tipo "quiçá da próxima vez"), da segunda tentativa brindou os responsáveis da Feira com um rotundo ponto de exclamação no final da frase "não, nunca joguei à bola na vida, mas até está a ser engraçado!".

3. Treino do CD Feirense, Janeiro de 2008, parte II.

Desta feita, aguardámos pelo final do treino para obter algumas pérolas de sabedoria vindas do sagaz guardião/part-time frigorífico William, que conta com 52 anos de experiência no futebol profissional.
O jogador encaminha-se para o micro, retira calmamente as suas luvas, qual Labrecas pré-grande penalidade, e revela um espampanante relógio de ouro, certamente ofertado por Ricardo ou Alfredo Quaresma como troca de galhardetes (em troca, os irmãos terão recebido um pano da louça com a efígie de Prokopenko).

Agora quando vos for endereçada a useira e vezeira questão de café "mas quem raio é que treina de relógio de ouro?!?!", já sabem finalmente o que responder. E tudo graças ao Cromos da Bola.

4.Bónus.

Concerteza já terão ouvido aquela piadinha do gajo que acorda estremunhado e vai para o trabalho com um sapato de cada côr. Pois, nem eu. E o Filipe Anunciação muito menos.

Segue o anexo videográfico:

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Giovanni, il Vulcone

Chegados ao aniversário de 10 anos da conferência de imprensa mais famosa do planeta bola, decidimos recuperar o momento que transformou Trap numa lenda da cultura pop alemã, num pódio que partilha com Pumuckl e David Hasselhoff. Se perguntam pelo paradeiro de José Dominguez, ficou em 5º lugar da lista, ensanduichado entre a canadiana Céline Dion e a mítica actuação da Charlie's Big Band im Oktoberfest 1986.

Esta conferência de imprensa foi-nos oferecida durante a atribulada estadia de Trap no FC Bayern, logo, as legendas em inglês irão ser muito úteis. Afianço-lhes porém, que os pontapés na gramática alemã são quase tantos como os que Ávalos direcciona aos fémures adversários no espaço de mês e meio. Mas mais hilariantes.

Aproveito também para expressar o meu descontentamento pela estadia sensaborona do mestre italiano no nosso País, visto que estava com grandes expectativas que o dito senhor repetisse algo do género durante a atípica época de 2004-05.

Fica para a próxima, Signore Trap.

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